17/07 - Queila Ariadne e Wallace Graciano / O Tempo


Sancionada pelo presidente Michel Temer na última quinta-feira, a reforma trabalhista ainda gera discussões entre empregadores – que a enxergam como a modernização de um texto defasado – e entre empregados e entidades civis, que a apontam como uma violação de direitos básicos do trabalhador. No meio deles, estão os pequenos empresários, que afirmam serem os maiores prejudicados pela antiga legislação. Empreendedores e especialistas ouvidos pela reportagem analisam o impacto da mudança dos mais de cem pontos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Sócio-proprietário da LC Cobranças, Leandro Camilo entende que a reforma gera, antes de tudo, uma paridade entre as partes. “Hoje, infelizmente, temos uma imagem muito negativa em relação ao meio empresarial. O empresário se torna um vilão nessa dicotomia entre empregador e empregado. E não é bem assim. A nova legislação tira um peso em relação ao empregador, mas o deixa como intocável, já que ele continuará sofrendo sanções quando não cumprir com suas obrigações. Isso poderá tirar o medo de empreender”, afirma.

Para o sócio da fábrica de softwares Lemon, Thiago Oliveira, a nova legislação trabalhista trará competitividade, principalmente no ramo de tecnologia. “Tínhamos dificuldade de ter um profissional legalizado por todo o período, mesmo sem existir demanda, pois temos picos de produção na nossa área. Isso tira a possibilidade de boa performance de qualquer negócio, já que temos um custo mais alto, que acaba aumentando os preços. A flexibilização nos permite contratar legalmente um profissional sem nenhum risco para as partes. Assim, seremos mais competitivos”, explica.


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